esta semana, que está quase acabando, me rendeu alguns trabalhos para a faculdade. dois deles muito propícios para o blog: na cadeira mais inútil da faculdade inteira, cultura brasileira, tenho que analisar 3 propagandas veiculadas no Brasil, uma que eu ache boa e politicamente correta a qual eu gostaria de ter feito, outra que não é politicamente correta e mais uma que é politicamente correta, mas por algum motivo, eu não gostaria de fazer. o outro trabalho e da cadeira de Produção eletrônica II, apesar de não esperar muito dela antes de começar a fazê-la, está me rendendo alguns esclarecimentos inicias e tem tudo para ser muito rica em conteúdo e experiências de vida. enfim, o trabalho desta é uma análise de alguma propaganda, seja ela nacional, ou internacional. como o tema do blog são as propagandas nacionais, vou me deter a análise das genialidades (nem tanto) brasileiras. vou começar pelos 3 primeiros: retomando, um correto e que eu faria, um não correto e um correto que eu não faria.
1) Este VT compõe uma campanha criada pela Young&Rubican (do mais novo best singer do momento, Roberto Justus) para a Santa Casa. Tem como tema explicito a sensibilização para a doação de órgãos. Para mim, um jeito novo de abordar esse tema. Algum tempo atrás a única assinatura para esse segmento era “Doe órgãos. Doe vida.”. Essa “nova” maneira de apresentar a situação para o telespectador é extremamente tocante, quando a vi com alguns amigos, teve gente que não conseguiu segurar as lágrimas (admito que a primeira vez que assisti ao vt uma poeirinha entrou no meu olho). Assim, ele comprova sua eficácia, pois é a prova que as pessoas realmente foram atingidas pela comunicação, mesmo que minha pesquisa seja restrita apenas a 10 pessoas pertencentes de um mesmo grupo (hehehe). Mesmo assim, não tem como não se sensibilizar com a frustração do animalzinho quando percebe que o cidadão que passa não é quem ele pensa que é.
2) Este próximo é um viral muito comentado por blogs alguns meses atrás. como em SP foi proibida toda a publicidade externa, com o intuito de limpar a cidade, a agência DM9DDB teve uma brilhante idéia ao elaborar uma campanha para a academia Athletica. A campanha é o seguinte: dois atores vestidos de fiscais paravam pessoas gordas, explicavam sobre a lei da cidade e lhes aplicavam multa referente à infração que os sujeitos cometiam ao sair da rua e exibir marcas em suas camisetas. uma ação totalmente ofensiva que serve apenas para sujar a imagem da publicidade. não entendo o que um cara tem na cabeça para fazer isso e ainda disponibilizar na internet para o povo ver e sentar o pau.o foda é que algumas pessoas relamente acreditaram não entendendo a gravidade da situação em que elas se encontravam. deprimente.
3) Esta é fácil. o que tem de propaganda ruim e sem nexo é um absurdo, algo meramente informativo que às vezes acaba ridicularizando o produto. talvez a idéia seja essa, colocar uma besteira na cabeça do senhor que assiste e talvez, por algum motivo, algum dia, o produto seja comprado para teste ou sei lá. existe também aquelas que acabam se tornando constrangedoras, não por falta de criatividade, mas por falta de opção. um exemplo disso são as propagandas de activia. “minha barriguinha ficava inchada e eu não sabia o porque”. a tia penha vai de dar um toque: tu tá pura bosta e gases querida. eu não consigo ir ao mercado sem ver alguém comprando, tá dando certo a comunicação, mas é inevitável pensar “essa vai caga bastante hoje”. Entendo que seja mesmo difícil ser sutil nessas horas. chega o briefing e diz que tu tem que resolver um problema de comunicação de um produto que ajuda na vazão das fezes, MUITO difícil. mas taí um jeito que não faria, expor mulheres que supostamente não conseguem cagar regularmente deixando no ar a possível comparação posterior no ato da compra. pra mim esse produto tinha que ser vendido em farmácias, onde as pessoas vão para comprar coisas para resolver problemas de saúde.